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Renascença lamenta ser obrigada a passar tempos de antena
02-Fev-2007


DRA emissora católica Rádio Renascença lamentou ser obrigada a passar os tempos de antena relativos ao referendo sobre o aborto, por considerar que as rádios privadas deveriam ficar de fora desta imposição legal.

«Gostaríamos que esta obrigação [legal] não pesasse sobre as rádios privadas, mas pesa e, numa rádio com a identidade da Renascença, pesa naturalmente muito, até porque a nossa posição sobre o aborto e sobre o direito à vida é bem conhecida», refere a estação numa nota lida hoje, no dia em que começa a campanha para o referendo de 11 de Fevereiro, antes do noticiário das 8:00.

Após a marcação do referendo sobre a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, os responsáveis da emissora católica declararam - também numa nota lida antes de um noticiário - o apoio da Renascença ao «Não».

No entanto, ressalvaram que esta posição da emissora não afectaria o pluralismo do serviço noticioso da RR.

Na nota lida hoje, a RR promete cumprir a lei dos tempos de antena e disponibilizar uma hora diária aos movimentos e partidos que participam oficialmente na campanha pelo referendo.

«Durante a campanha temos o dever legal de acolher a propaganda de todos. De quem defende o "não" e dos defensores do "sim"», refere a nota, sublinhando que a RR sempre respeitou e respeitará o pluralismo informativo.

A Igreja Católica, maioritária em Portugal, é frontalmente contra a liberalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG), que vai ser sujeita a referendo nacional a 11 de Fevereiro.

Diário Digital / Lusa

 
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