O grupo alemão RTL, que detém 33% da Media Capital, está a analisar o lançamento de uma oferta concorrente à que os espanhóis da Prisa lançaram sobre a dona da TVI. Ao que o DE apurou, a RTL esteve, na passada sexta-feira, reunida em Lisboa com a CMVM. O tema do encontro com o regulador foi, obviamente, a OPA lançada pela Prisa sobre a Media Capital.
O cenário de oferta concorrente começou a ganhar mais consistência para a RTL. Contactada pelo DE, fonte oficial da RTL confirmou a existência de reuniões em Lisboa e sublinhou que, neste momento, o grupo está a “estudar todas as possibilidades”. Confrontado com a hipótese de lançamento de uma oferta concorrente, o mesmo responsável preferiu não comentar, ainda que tenha acrescentado que a RTL está “cuidadosamente a monitorar toda a informação”. E adiantou: “Estamos a estudar todas as possibilidades. Todas as hipóteses estão em cima da mesa. Tudo é possível”, admitiu.
O porta-voz da RTL frisou ainda que, para todos os efeitos, ainda não há uma oferta real da Prisa, uma vez que esta não foi registada pela CMVM. “Assim, não podemos dar nenhuma opinião sobre a oferta, nem a nossa posição”, adiantou. A Prisa completou, na semana passada, a instrução do registo da OPA, encontrando-se o regulador a analisar a documentação. A Prisa, que também detém 33% da Media Capital, avançou com uma oferta voluntária a 7,40 euros. Este valor situa-se abaixo da cotação e não respeita os critérios definidos pelo Código dos Valores Mobiliários para o cálculo da contrapartida das OPA obrigatórias. Se assim tivesse sido, o preço teria de ser superior. Caso a RTL decida avançar nesta fase com uma OPA concorrente, também será voluntária e o preço só terá de ser superior em pelo menos 5% ao da Prisa. Pais do Amaral, presidente da Media Capital, tem uma opção de venda das suas acções à Prisa, o que, segundo a nova lei das OPA, resulta na presunção de concertação e obriga a OPA obrigatória. As novas regras são determinantes numa disputa pelo controlo da Media Capital. DE |